Colunistas - MONIQUE PATRICIO

Orgulho e Preconceito

27 de July de 2017

Autora: Jane Austen

Editora: Giz Editorial

Número de Páginas: 320

 

     Jane Austen, nascida em 1775 em Steventon, na Inglaterra foi a segunda filha de uma família de seis meninos a nascer. Desde a adolescência ela já demonstrava seu talento com as palavras, escrevendo contos, romances e peças teatrais que apresentava para a família. Uma mulher a frente de seu tempo! Criava personagens femininas complexas e explorava os conflitos das relações de classe e de gênero. Quando Jane Austem morreu, sem conhecer seu sucesso público, há exatos duzentos anos, sua família queimou quase todas as suas correspondências, com a finalidade de exibir uma imagem irreal dela às pessoas. A família queria que todos pensassem que Jane Austen era uma mulher dócil e impecável. Sua irmã, Cassandra, conseguiu salvar algumas coisas. A única imagem que se tem da escritora (a imagem que ilustra essa coluna) foi pintada por Cassandra, sua irmã. A imagem causa muita discórdia, visto que, alguns dizem que em nada se parece com a escritora. O retrato, que claramente foi alterado, consta uma aliança no dedo na autora, que por sua vez nunca se casou.

      Para prestar uma singela homenagem a esta mulher incrível, no mês que em celebramos o seu bi-centenário, falo aqui sobre o livro Primeira Impressões, escrito em 1813 e publicado com o título de Orgulho e Preconceito. O nome do livro surgiu inspirado na obra Cecília, da autora Fanny Burney, a qual a autora era fã. Um dos personagens do livro diz a frase: “A combinação de toda essa situação desafortunada foi o resultado do orgulho e do preconceito.”

 

     Orgulho e Preconceito, um clássico da literatura inglesa, utiliza-se de uma fina ironia para retratar e criticar a hipocrisia moral  da virada dos séculos XVIII e XIX na Inglaterra. Trata-se de um romance, mas não de um romance puro e simples! Jane Austen aborda o amor de forma seca, porém romântica. Diria que o romance é abordado de uma forma realista! A história se passa na sociedade do início do século XIX, onde a autora expões de forma clara os costumes que envolvem o casamento, como: o dote, a boa união conjugal, a falsidade escondida atrás das relações sociais e o lugar imposto para a mulher. A aristocracia de sua época não deixava o orgulho e o preconceito de lado para seguir a razão e muito menos o coração. Jane Austen cria uma rede de intrigas com o militar Wickham, os interesses no dinheiro e no bom casamento da Mrs. Bennet, Darcy o ser humano mais preconceituoso que poderia existir no mundo, o orgulho de Lady Catherine, e Jane que é bela e bondosa.

     Os personagens de um modo geral tem características muito fortes, e nem sempre, ou quase nunca para o bem. Mr. Darcy e Elisabeth nutrem ódio profundo um pelo outro, uma faísca que se inicia e se torna uma imensa chama.

 

Você é uma moça sensata demais, Lizzy, para se apaixona só porque foi aconselhada a não fazê-lo, portanto não tenho medo de lhe falar abertamente. Sério, tenha cuidado. Não se envolva nem tente envolvê-lo numa ligação que a falta de dinheiro tornaria imprudente. Não tenho nada a dizer contra ele; é um jovem bastante interessante, e, se tivesse o devido dinheiro, eu acharia que você não poderia ter escolhido melhor” Página 152

 

Orgulho e Preconceito é um livro para ser lido, relido, estudado, sentido! Não é a toa que esta obra que foi escrita há tantos anos atrás faça sucesso ainda nos dias atuais, e (in) felizmente seja capaz de nos fazer comparar com os dias em que vivemos.

E, confesso... É um livro que faz o nosso coração bater mais forte sim!

Foto do(a) MONIQUE PATRICIO

MONIQUE PATRICIO

Graduada em Administração. Tem as mãos firmes nas exatas e o coração pulsando forte no universo das Letras. Gosta de silêncio, harmonia e tranqüilidade! Acredita no bem, que a verdade liberta, e a força de vontade de realiza!

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